QUERIDOS AMIGOS
…sob a direcção de Stanley Donen e o roteiro de Alan Jay Lerner, no ano de 1974, foi produzido o filme que hoje vos apresento “The Little Prince”
…escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry, um ano antes de sua morte, em 1944, este livro marcou a minha vida desde sempre
…”OPrincipezinho” viveu comigo imensos anos… em forma de leitura realizada pelos meus Pais e mais tarde lido por mim na infância, na adolescência e vezes sem fim na idade adulta. “O Principezinho” tornou-se assim um companheiro perfeito de longa data
…foi um dos livros que mais aconselhei a ler e, qual não foi a minha alegria quando um dia o vi produzido em forma de película
…não que me merecesse mais estima ou atenção, pelo contrário, sempre gostei mais dos livros que li, do que dos filmes que foram feitos desses mesmos livros, contudo era mais uma forma de muitos o “lerem”… “vendo-o projectado numa tela de cinema”
…o roteiro de Alan Jay Lerner foi baseado no livro homónimo, escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry , piloto de avião durante a Segunda Grande Guerra Mundial
...“O Principezinho” embalou e continua a encantar a fantasia das crianças e de muitos adultos ao longo de imensos anos
…a crítica não foi favorável ao filme e este foi um dos grandes desastres do excelente director Stanley Donen
…a história gira em torno do piloto da Segunda Grande Guerra (Richard Kiley), que começa sua aventura no deserto depois de um problema no meio do Deserto Saara
…certa manhã, o piloto, foi despertado pelo Principezinho (Steven Warner), que lhe pediu para lhe desenhar um carneiro
…inicia-se então o relato das fantasias de uma criança, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade
…O Principezinho tinha deixado o seu pequeno planeta, onde vivia apenas com uma rosa vaidosa e orgulhosa. Nas suas viagens pela Galáxia, conheceu uma série de personagens inusitados – talvez não tão inusitados para as crianças!
…um rei (Joss Ackland) pensava que todos eram seus súbditos, apesar de não haver ninguém por perto. Um homem de negócios (Clive Revill) que se dizia muito sério e ocupado, mas não tinha tempo para sonhar. Um bêbado que se embriagava para esquecer a vergonha que sentia por beber. Um geógrafo (Victor Spinetti) que se dizia sábio, mas não sabia nada da geografia do seu próprio país…
…todas estas personagens mostram o quanto as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que realmente merece. A frase da raposa, brilhantemente interpretada por Gene Wilder, que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo do amor, “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”, é um grande exemplo dessa extraordinária forma de ver a Vida
…os destaques do filme ficam por conta da presença, sempre marcante, do comediante Gene Wilder, a raposa enigmática; da dança muito bem coreografada de Bob Fosse interpretando a Cobra (Bob já era um grande dançarino da Broadway); das canções de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe que deram um toque mágico ao filme e conseguiram uma indicação ao Oscar com “Little Prince”
… Antoine Jean-Baptiste Marie Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, filho do conde e da condessa de Foscolombe, nasceu em Lyon a 29 de Junho de 1900 e faleceu a 31 de Julho de 1944, durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy
…em 2004, os destroços do avião que pilotava foram encontrados a poucos quilómetros da costa de Marselha. O corpo deste magnífico escritor e ilustrador Francês nunca foi recuperado.
Com carinho da létinha

Vi o filme e concordo contigo, geralmente, também gosto mais dos livros do que dos filmes, mas deve ser natural porque, quando se lê um livro, nós criamos na nossa imaginação, o filme desse livro e, à outra versão cinematográfica, muitas vezes mais incompleta que o livro, parece não só faltar qualquer coisa como é muito diferente da versão imaginada por nós ;)
ResponderEliminarAs melhoras
Bjos